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quarta-feira, 25 de julho de 2012

Verdade seja dita!!!


Certa vez um Sultão sonhou que havia perdido todos os dentes. 
Ele acordou assustado e mandou chamar um sábio para que interpretasse o sonho. 

- Que desgraça, Senhor!, exclamou o sábio. - Cada dente caído representa a perda de um parente de Vossa Majestade! 
- Mas que insolente, gritou o Sultão. Como se atreve a dizer tal coisa?! 
Então, ele chamou os guardas e mandou que lhe dessem cem chicotadas. Mandou também que chamassem outro sábio para interpretar o mesmo sonho. 

O outro sábio chegou e disse: 

- Senhor, uma grande felicidade vos está reservada! O sonho indica que ireis viver mais que todos os vossos parentes! 
A fisionomia do Sultão se iluminou e ele mandou dar cem moedas de ouro ao sábio.

Quando este saía do palácio um cortesão perguntou ao sábio: 
-Como é possível? A interpretação que você fez foi a mesma do seu
colega. No entanto, ele levou chicotadas e você, moedas de ouro! 

- Lembre-se sempre... respondeu o sábio, TUDO DEPENDE DA MANEIRA DE DIZER AS COISAS... 

...E esse é um dos grandes desafios da Humanidade.
É daí que vem a felicidade ou a desgraça, a paz ou a guerra. A verdade deve ser dita sempre, não resta a menor dúvida, mas a forma como ela é dita é que faz a diferença.

segunda-feira, 23 de julho de 2012

A BÍBLIA - HISTÓRIA E GEOGRAFIA


INTRODUÇÃO


Esta lição compreende um breve resumo da História e Geografia Bíblica. Deus, na Sua soberania, estabeleceu Sua vontade no encaminhamento da História. Muitas vezes Deus precisou interferir na vida dos homens, para que Seu propósito fosse realizado (Gn 11.7-8). Há uma afirmação de que o homem que não conhecer a História não conseguirá entender a Bíblia. Do mesmo modo a Geografia Bíblica, deve ser compreendida pelo estudante da Bíblia como auxiliar nos fatos e mensagens, que muitas vezes obscuros, tornam-se claros quando estudados à luz da Geografia Bíblica. A Bíblia está repleta de Geografia, por isso a usaremos como fonte principal nesta lição.

1. A HISTÓRIA BÍBLICA ANTIGO TESTAMENTO

A Bíblia revela o berço da humanidade como sendo a Mesopotâmia (terra entre rios) (Gn 2.10-14), ou vale do Eufrates. A partir deste lugar maravilhoso, formam-se povos e nações do mundo antigo. Em Gênesis capítulo 10, vemos as nações surgindo a partir dos filhos de Noé. Com as nações estabelecidas, e cada uma com sua própria língua (Gn 11.7-8), Deus chama Abrão (Gn 12.1), e estabelece com ele a promessa de uma grande nação (v.2), que se situaria em Canaã, (Gn 15.16), após o cativeiro no Egito (Gn 15.13), seguido de uma caminhada no deserto, para que lhe fosse dada a lei (Os 2.14). Sob o comando de Josué, Israel se instala em Canaã, após atravessar o Jordão (Js 3.16), um dos grandes milagres de Deus. Inicia-se portanto o período das conquistas (Js 12.7-24), ficando ainda muita coisa para se conquistar (Js 13.1), o que trouxe perigo para o povo de Deus (Js 23.7).
Por mais de 300 anos Israel viveu tempos de apostasia espiritual (Jz 2.10-11), e Deus levantou juizes para julgar a nação e estabelecer o retorno ao Senhor (Jz 3.10-11). Este período na vida de Israel foi por demais aflitivo e conturbado conforme Juizes 21.25, apesar da presença do homem de Deus, Samuel (1 Sm 3.20).
A História Bíblica é rica em detalhes sobre a vida do povo de Deus e das nações da terra. O povo deseja a monarquia (1 Sm 8.5), e Deus a estabelece, levantando homens, dos quais destacamos Davi (At 13.22), que conquistou Jerusalém, a cidade dos Jebuseus (II Sm 5.6-7). O filho de Davi, Salomão, é quem edifica o templo (I Cr 22.8-10) e expande a área geográfica (I Rs 4.24). Após a morte de Salomão, o reino se divide em Norte (Israel) e Sul (Judá). Ambos viveram vários períodos de trevas espirituais, devido aos reis que governavam sem obedecer a palavra do Senhor (Jr 35.15). Tudo isto levou o povo ao cativeiro. Israel (reino Norte) segue para Assíria (II Rs 15.29), e Judá (reino Sul) segue para Babilônia (Dn 1.1). O cativeiro foi usado por Deus para tratar seu povo das mais diversas doenças espirituais. O grande templo de Salomão, destruído por Nabucodonozor, é agora reconstruído sob as mais duras penas (Ed 3.6;12;13). Vários profetas são usados por Deus para animar e despertar o povo de Deus (Ed 5.1). Sob o comando de Neemias, os muros de Jerusalém foram reconstruídos (Ne 6.15-16). Em Neemias encerra-se o período da História no Velho Testamento. Temos a partir daí um novo período na vida do povo de Deus, o InterBíblico, que durou aproximadamente 400 anos, onde muitos fatos aconteceram, conforme narra Daniel cap. 11 a 12.4.

2. HISTÓRIA BÍBLICA - NOVO TESTAMENTO

A História Bíblica do Novo Testamento, começou com o domínio romano. O nome de Herodes, "O grande", passa a fazer parte do mundo Bíblico. Este homem que perturba-se com a notícia do nascimento de Jesus (Mt 2.3), manda matar crianças (Mt 2.16) e morre (Mt 2.19). Após tantas atrocidades conhecidas na História Geral, marca o inicio dos Evangelhos.
A terra de Canaã no tempo de Jesus, estava agora dividida em distritos como: Judéia, Samaria, Iduméia, Galiléia, Peréia e Ituréia. O templo dos judeus, agora reformado por Herodes "O grande", torna-se atração em Jerusalém, admirado até pelos discípulos de Jesus (Mt 24.1). Neste instante Jesus profetiza (Mt 24.2). A profecia de Cristo tem cumprimento no ano 70, da Era Cristã. Num dia de páscoa, surge um grande exército sob o comando de Tito, General romano, e arrasa toda a cidade; destrói o templo, e, assim começa a perseguição do povo de Deus.

O cristianismo no Novo Testamento tem 2 etapas:

A 1ª Etapa acontece na vida de Cristo, o que é visto nos evangelhos, até surgir a Igreja no Pentecostes (At 2.1), onde inicia a 2ª Etapa, vista nos Atos dos apóstolos, se dividindo em: a) período da igreja em Jerusalém até o capítulo 12; b) a partir do capítulo 13 de Atos e nas Epístolas, vimos o período missionário da Igreja. Findo os dias do Novo Testamento.
O Cristianismo aparece em quatro períodos da História: 1) período romano; 2) período medieval; 3) período moderno até 1789 e 4) período contemporâneo, de 1789 aos nossos dias, conforme Cantares 6.10.

3. A GEOGRAFIA BÍBLICA

É exatamente a Bíblia a fonte principal da Geografia Bíblica. Nela encontramos citações de inúmeros lugares, povos, nações, cidades, acidentes geográficos. A Bíblia menciona cerca de 600 cidades da Palestina ocidental. Estudar Geografia Bíblica é atuar no palco terreno e humano das revelações divinas, esclarecendo fatos e enigmas constantes das Escrituras.
Deus tem estabelecido as nações (Dt 32.8) e estudar este assunto à luz da Bíblia é bastante compensador (At 17.26).

A partir dos filhos de Noé (Gn 10.2;6;22), houve o povoamento da Ásia, África, Canaã e Europa. Dentre as terras Bíblicas, destacamos Canaã ou Palestina e citaremos alguns de seus nomes, os quais aparecem na Bíblia. Canaã (Gn 13.12); Terra dos hebreus (Gn 40.15); Terra do Senhor (Os 9.3); Terra de Israel (Mt 2.20); Terra de Judá (Is 26.1); Terra Gloriosa (Dn 11.41); Terra da Promessa (Hb 11.9) e Terra Santa (Zc 2.12). A partir do reinado de Davi, Jerusalém passa a ser a capital da Palestina. Seu primeiro nome é Salém (Gn 14.18), em Josué 18.28 chama-se Jebus e por fim Jerusalém, (Jz 19.10). A Santa Cidade (Ne 11.1). Jerusalém, sempre erguida sobre suas próprias ruínas, permanece a Cidade Eterna, símbolo da Jerusalém Celestial, que se estabelecerá na consumação dos Séculos (Ap 21.2), Destacamos nesta lição três ciências que tem auxiliado a Geografia bíblica, ao longo dos anos:
a) História geral - Com certo cuidado, o estudante da Bíblia, pode se valer desta ciência para descobrir fatos Bíblicos, relacionados à história dos povos e nações.
b) Arqueologia - Principalmente a Bíblica, é um auxiliar direto na elucidação de fatos Bíblicos, escondidos no tempo. A arqueologia desvenda os mistérios dos antigos, escavando e revelando-nos os fatos.
c) Cartografia - A famosa ciência dos mapas, coloca-nos frente ao lugar que a Bíblia fala. Situa-nos no espaço físico da narrativa bíblica.

CONCLUSÃO

Prezado aluno, sem a História e a Geografia Bíblica, certamente a Bíblia, seria um livro sem cor, sem expressão e se tornaria apenas algo, introspectivo. Entretanto o que acabamos de estudar traz vida e expressão aos relatos bíblicos, permitindo-nos uma pregação mais ampla da Palavra de Deus.

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A BÍBLIA - SEU TEMA CENTRAL


INTRODUÇÃO

A grande preocupação de Deus através de Sua Palavra tem sido revelar Seu Filho, e desde o princípio a Bíblia fala dEle. Toda a Escritura está cheia de referências ao Senhor Jesus. Do Gênesis ao Apocalipse, há uma revelação clara do papel do Filho de Deus, na história da criação, da redenção e da consumação de todas as coisas. Cristo se constitui portanto, na base de toda a mensagem Bíblica, de toda profecia, tipos e parábolas. Jesus, é o centro de todo propósito divino.

1. JESUS, ANTES DE TODAS AS COISAS

A Palavra de Deus revela não somente o passado do homem, mas acima de tudo a pré-existência de Deus. Jesus, o Filho de Deus é apresentado na Bíblia, como antes de todas as coisas. Isto significa dizer que todas as coisas dependiam dEle, (Jo 1.3).
No seu grande propósito de salvar o homem perdido, Deus estabeleceu em Cristo todas as coisas, (Ef 1.4).
Um dos grandes testemunhos acerca da pré-existência de Jesus é o de João Batista, (Jo 1.15), que sendo mais velho na idade, declarou que Jesus era antes dele.
O próprio Cristo diante da multidão declarou (Jo 8.58), ".. antes que Abraão existisse eu Sou." Com isto Jesus coloca sua posição de eterno, (Jo 8.23). Ele é chamado pelo profeta Isaías de "Pai da Eternidade" (Is 9.6).
O apóstolo Pedro ao falar de nossa salvação, apresenta Jesus, como o Cordeiro imaculado e incontaminado que foi conhecido antes da fundação do mundo, (I Pd 1.20).
Na grande visão, na ilha de Patmos, João ouve a primeira e grande mensagem do Senhor, e nesta mensagem Ele revela sua eternidade maravilhosa, (Ap 1.8). Confiemos cada vez mais no Senhor, naquilo que Ele é. (Hb 13.8).

2. JESUS, NO ANTIGO TESTAMENTO

O Velho Testamento é um verdadeiro celeiro de revelações acerca de Jesus Cristo. Ele aparece nas mais diversas formas e ocasiões, onde foi necessária Sua presença.
As fontes mais fidedignas e pentecostais, crêem que a expressão Anjo do Senhor, que ocorre mais de 50 vezes no Velho Testamento, identifica a pessoa do Filho de Deus, em suas mais diversas atuações.
O Filho de Deus, Jesus, foi manifestado a várias pessoas no Antigo Testamento. Abraão por exemplo, viu-o no Cordeiro que substituiu Isaque e Jesus deu testemunho disso, (Jo 8.56). Jacó viu-o na visão da escada, (Gn 28.12), e o próprio Jesus, mais tarde, fala acerca disso, (Jo 1.51).
Quando o povo de Deus saiu do Egito, naquela noite, foi instituída a Páscoa para Israel. Cada família tomaria para si um cordeiro, disse o Senhor, (Ex 12.3). Todo o ritual da Páscoa mostrava o sacrifício de Cristo. João Batista falou do Cordeiro (Jo 1.29), o apóstolo Paulo falou da Páscoa, (I Co 5.7).
Em cada figura do tabernáculo se podia ver a pessoa da Filho de Deus; sua natureza divina e humana, sua obra redentora, ressurreição e seus ministérios como rei, profeta e sacerdote. Através da tipologia podemos contempla-lo ao longo do Velho Testamento. Ele pode ser visto em cada um dos 39 livros do Antigo Testamento, onde aparece como figura central, por exemplo, em Gênesis, Ele é a Semente da mulher; em Josué, o Capitão da nossa salvação.

3. JESUS NO NOVO TESTAMENTO

O Jesus que foi profetizado no Antigo Testamento, encontra agora no Novo Testamento Sua grande revelação. A partir dos Evangelhos toda Sua vida, ministério e Sua graça são revelados.
Cada um deles apresenta Jesus de uma forma: em Mateus, Ele é visto como "o grande Rei", rosto de leão; em Marcos, Ele é visto como "O Servo de Jeová", o boi, o bezerro; em Lucas Ele é visto como "O Filho do Homem", rosto de homem e em João, Ele é visto como "Filho de Deus", rosto de águia. Tudo isto foi visto por Ezequiel no Velho Testamento, (Ez 1.10) e por João, na visão de Patmos, (Ap 4.7).
No livro histórico do Novo Testamento, Jesus atua através do Espírito Santo na vida da Igreja. O Seu nome é usada pelos apóstolos, que cheios do Espírito realizam Sua obra, (At 4.31), Paulo era um deles, (At 19.11).
A partir das Epístolas Paulínas, Jesus se revela através da doutrina, fortalecendo nossa fé, alicerçando Sua Igreja, da qual Ele é a cabeça, (Ef 1.22). Ele ministra diretamente às necessidades do Seu povo, (I Co 11.23-25). Ele envia obreiros à Sua obra para o aperfeiçoamento dos Santos, (Ef 4.11,12), nos faz assentar nas regiões celestiais, (Ef 1.3).
Em Hebreus, Ele aparece como "O Melhor" em todas as coisas, (Hb 7.22). e nas Epístolas Gerais, Ele fundamenta nossa fé nas ricas e preciosas promessas e nos leva a uma vida cristão vitoriosa, (II Ped 3.18).
No Apocalipse, João o vê na Sua Glória, (Ap 1.13-16), onde Ele se revela às Igrejas e mostra a João as coisas que brevemente hão de acontecer, (Ap 1.1), pois Ele é o Rei dos reis e Senhor dos senhores, (Ap 19.16).

4. JESUS, O CENTRO DE TODAS AS COISAS

Sabemos, que o centro é lugar de equilíbrio, e Jesus é o equilíbrio perfeito para nossos dias. Do Gênesis ao Apocalipse, Jesus é o centro da Bíblia, o centro de toda a Mensagem de Deus aos homens.
O escritor aos Hebreus apresenta Jesus como o centro do universo, sustentando todas as coisas pela Palavra do Seu poder, (Hb 1.3). No Éden, Jardim de Deus, a árvore da vida, tipo perfeito de Cristo, está no meio do Jardim, (Gn 2.9), e é prometida aos vencedores em Apocalipse 2.7.
O tabernáculo, um tipo de Cristo, é prometido ao povo de Israel, (Lv 26.11), e ele seria edificado no meio do Seu povo. O propósito de Deus era estar no centro da nação Israelita.
Jesus sempre foi o centro das profecias no Velho Testamento, quando Deus falava ao Seu povo acerca da salvação, (Is 40.10); de vitória e libertação, (Is 22.22), de restauração e renovação, (Is 61.1-3).
No Novo Testamento vamos encontrar Jesus ainda menino no meio dos doutores, cuidando dos negócios de Seu Pai, (Lc 2.46), era o centro das atenções.
Uma de suas gloriosas promessas à Igreja é que no momento de reconciliação e comunhão do povo de Deus, Ele estaria no nosso meio, (Mt 18.20), abençoando tudo o que for feito em Seu nome. Na cruz, lugar de dor e sofrimento, Jesus foi colocado no centro, Ele estava ali para cumprir as Escrituras, (Mt 27.28).
Após ressuscitar, Jesus aparece aos discípulos tristes e abatidos, e surge no meio deles, (Jo 20.19), trazendo-lhes Sua gloriosa Paz, enchendo-os de alegria.
Em toda o Novo Testamento, principalmente de Atos ao Apocalipse, vemos Jesus, o centro da Igreja Primitiva, o centro das mensagens apostólicas, (I Co 2.2), no meio dos castiçais de ouro, (Ap 1.13), no meio do trono, no controle de todas as coisas, (Ap 5.6).

CONCLUSÃO

Jesus Cristo, nosso Senhor, é para o universo, para Israel, para a Igreja, e para o mundo, o centro perfeito, onde todas as coisas acontecem conforme o apóstolo João afirma em João 1.1-3. Ao abrir sua Bíblia, encontre-o, Ele é o centro da Palavra de Deus.

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A BÍBLIA - SEU VALOR ESPIRITUAL


INTRODUÇÃO

O Valor da Palavra de Deus é inestimável, todas as coisas da vida se desvalorizam. Nunca a Bíblia. Seu valor excede a todas as coisas. O valor espiritual da Bíblia, está em seu conteúdo poderoso, capaz de tornar o que não é naquilo que é. Homens e mulheres ao redor do mundo, tem experimentado o valor da Palavra de Deus em suas próprias vidas. Pessoas dantes, materialistas, céticas, indiferentes sem valor algum para a sociedade, se encontraram com a Palavra de Deus e foram transformadas, abençoadas, vivificadas, (Ef 2.1), e valorizadas, (Ef 1.3).

1. A BÍBLIA, SEU VALOR COMO LIVRO

Qual o valor de um livro? sua capa? seu volume? seu acabamento? ou seu conteúdo? A Bíblia é este livro de valor, pois seu conteúdo ultrapassa todos os limites do homem, suas palavras vieram do céu, (Sl 119.89), São palavras que produzem vida, (Jo 6.63).
Desde o princípio Deus estabeleceu que Suas palavras fossem escritas num livro, (Ex 17.14).
Havia em Israel outros livros, principalmente o livro histórico dos Reis, (II Cr 35.27). Entretanto o livro que trouxe o avivamento em Judá foi o livro do Senhor, (II Rs 23.2,3), no tempo do rei Josias.
Ao retornarem do cativeiro, os poucos judeus que vieram a Jerusalém fizeram um grande ajuntamento na praça. (Ne 8.3), onde Esdras, o Sacerdote, trouxe o Livro de Deus e o abriu diante do povo. (Ne 8.5). explicando seu valor espiritual, (Ne 8.8), o que trouxe um grande despertamento para o povo de Deus (Ne 8.17).
No ministério do profeta Jeremias, Deus, preocupado com Suas palavras, pediu que fossem escritas num Livro, (Jr 36.2), e que fossem lidas diante do povo, (Jr 36.6).
Daniel, homem de Deus, descobriu o número de anos do Cativeiro pelos livros, (Dn 9.2), certamente os livros dos profetas, a partir daí começou a orar, (Dn 9.3).
Nosso Senhor Jesus Cristo, deu importância e valor ao Livro Divino, pois quando em Nazaré, sua cidade natal, foi a sinagoga e tomou o Livro do profeta Isaías, leu aos ouvidos do povo, (Lc 4.17) autenticando o valor e o cumprimento da profecia, (Lc 4.21).
Deus na Sua sabedoria propôs uma coleção de livros pequenos, a qual o Seu povo, em todo o mundo poderia manusear. Isto é a Bíblia, (Jo 21.35).

2. BÍBLIA, SEU VALOR COMO ALIMENTO

Assim como o corpo físico, templo do Espírito Santo, precisa do alimento material, nosso espírito e alma necessitam do alimento espiritual, (Dt 8.3). Este é o princípio estabelecido por Deus, para o Seu povo valorizar Sua palavra como alimento.
O próprio Senhor Jesus autenticou a palavra do Pai, diante de Satanás, (Mt 4.4), " Nem só de pão..." disse Jesus, mostrando-nos a necessidade do pão espiritual, a Palavra de Deus, para cada dia de nossas vidas.
A Palavra de Deus, como alimento espiritual, é comparada a:
a) mel, o Salmo 119.103 nos apresenta a Palavra "mais doces do que o mel", ele fala do sabor espiritual da Bíblia, da doçura que ela produz numa vida amarga.
b) leite, o primeiro alimento do recém-nascido, é também indicado para aqueles que iniciam na fé cristã, (Hb 5.13). O escritor aos Hebreus fala ainda de crentes que como tempo já deveriam provar alimentos sólidos, entretanto ainda precisam de leite, (Hb 5.12). Toda doutrina inicial e os primeiros rudimentos das palavras de Deus, é leite espiritual para os que nasceram de novo, (Jo 3.3).
c) alimento sólido, é para aqueles que superaram a infância espiritual, quando se necessita comer algo mais forte, como os cultos de doutrina da Igreja. (Hb 5.14).
Há na Palavra de Deus alimentos sólidos, mistérios, coisas grandes e firmes que não sabes, (Jr 33.3). Busque na Bíblia o alimento que você precisa.

3. BIBLIA, SEU VALOR COMO GUIA

Segundo o dicionário, a palavra guia, dentre outras coisas significa, caderno ou livro que contém indicações úteis acerca de lugares, horários, roteiros, etc. Ao abrirmos a Palavra de Deus, deparamos exatamente com a afirmação do dicionário, pois encontramos na Bíblia fielmente o roteiro perfeito de Deus para alcançarmos aqui na terra uma vida plena de Sua presença e o caminho de Deus para chegarmos as mansões celestiais, (Jo 14.6). No passado. quando Deus tirou Seu povo do Egito. para que fossem orientados acerca de Sua vontade, foi-lhes dado a Lei, que consistia em guia espiritual, moral e pessoal para cada família de Israel, (Dt 4.5,6).
No presente, temos as palavras dos profetas, os ensinos do Senhor Jesus, a história da Igreja, as Epístolas, enfim, temos nas mãos um Livro por excelência que nos leva a salvação, (At 4.1 2), nos conduza uma vida de vitória, (Rm 8.37), nos ensina acerca da vida, valorizando-nos diante das situações. (Lc 12.22-34).
A Bíblia se constitui portanto num guia perfeito para as situações da família hoje, colocando a ordem de Deus em nossas vidas, (Ef 6.1-4), orientando os empregados crentes que muitas vezes relaxam com seus compromissos. (Ef 6.5-8) Da mesma forma fala aos patrões crentes, que muitas vezes desconhecem os mandamentos de Deus, (Ef 6.9).
Como guia a Bíblia, dá orientações gerais que as vezes não sabemos como fazer, (I Co 10.23), orientando acerca da vontade de Deus para nossas vidas, (Ef 5.17,18). Se buscas um caminho, se buscas uma direção. se buscas o céu, o seu guia é a Bíblia, (Sl 119.105).

4. BÍBLIA, SEU VALOR ESPIRITUAL

Os dias de hoje tem sido marcados por uma verdadeira corrida ao mundo espiritual. Cremos ser um dos sinais da vinda de Cristo. Cabe à Igreja do Senhor aproveitar este momento e disseminar a Palavra de Deus, pois só ela tem valor espiritual para estes dias de crise.
O valor espiritual da Bíblia, consiste em ser ela o alimento do espírito, (Rm 7.22), o pão que desceu do céu e que produz vida, (Jo 8.58). Nestes dias de indefinições para muitos, a Bíblia viva e eficaz é como espada que penetra até ao espírito, discernindo todas as coisas, (Hb 4.12). Ela também testifica com nosso espírito, confirmando nossa posição em Cristo. (Rm 8.16).
Num mundo materialista e incrédulo, a Bíblia tem um grande valor. Ela nos traz fé aos corações, (Rm 10.17), estimula a crer nas promessas de Deus, e mostra um Senhor fiel e cumpridor de Suas palavras, (Hb 10.23).
O livro dos Salmos registra algo importante acerca do mundo espiritual, (Sl 89.48). Este verso fala do poder do mundo invisível, e pergunta: "Quem livra a sua alma?" A resposta está na própria Bíblia, quando nos apresenta o poder da oração, o poder da fé, o poder do sangue de Jesus, o poder do nome de Jesus, (Mc 16.17). que nos traz vitória sobre este mundo tenebroso, (Ef 6.12).
Infelizmente, para muitos a Bíblia é um livro sem valor (I Co 2.14). Somente o homem espiritual, aquele cujos olhos foram abertos, é que pode discernir o valor precioso da Palavra de Deus, (I Co 2.15, 16).

CONCLUSÃO

Somente o Espírito Santo é que pode nos levar a compreender o valor espiritual da Palavra de Deus. Jesus declarou acerca disso em João 14.26, dizendo: "Ele vos ensinará todas as coisas". Só através desse Espírito poderoso atuando em nossas vidas, discerniremos, a Bíblia Sagrada.

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A BÍBLIA - COMO ESTUDÁ-LA?


INTRODUÇÃO

Estudar a Bíblia, sublime tarefa do cristão, que faz com amor, oração, dedicação e compreensão da vontade de Deus.
Pela Bíblia, Deus traz a revelação escrita, e cabe a cada um de nós através dos diversos métodos, (sobre os quais existem tanto material escrito) procurar àquele que lhe seja melhor, e iniciar a busca às verdade de Deus.
Estudar a Bíblia, é antes de tudo uma atitude de humildade. A criatura diante do Criador, é como Maria assentada aos pés do Mestre. (Lc 10.39).

 1. ESTUDE A BÍBLIA COM FÉ

Fé é o elemento principal no estudo da Bíblia, (Hb 11.6b). Ela nos leva a crer em tudo o que a Bíblia diz, até mesmo naquilo que os céticos chamam de "absurdo".
Para se aceitar Gênesis 1.1 é preciso fé e mais nada. Se não tiver fé para crer "no princípio Deus", certamente será difícil aceitar toda a Bíblia.
A fé amplia à nossa visão acerca dos propósitos de Deus estabelecidos em Sua Palavra, (Hb 11.13). Com ela, antevemos as promessas Divinas, e como os antigos, podemos abraçá-las. A fé nos faz entender o que Deus diz acerca do mundo em que vivemos, (Hb 11.3), e compreendermos melhor nossa existência nele.
A fé faz-nos tomar posse das promessas de Deus. Ao estudar a Palavra de Deus com fé, as promessas que são através de Jesus Cristo, chegam às nossas vidas, (II Co 1.20), para glória de Deus.
A fé faz-nos descansar na Palavra de Deus, (Sl 91.1). Confiadamente entregamo-nos ao Senhor à medida que Sua palavra vai penetrando em nossos corações, e aí descansamos inteiramente Nele, (SI 37.5).

 2. ESTUDE A BÍBLIA COM ORAÇÃO

Oração é mandamento Bíblico, (I Ts 5.17). Com isto, tudo o que o cristão faz deve ser com oração.
Ler a Bíblia em atitude de oração significa falar com Deus, que inspirou a Bíblia, e certamente Ele inspirará também, para que possamos entendê-la.
Orar para ler a Palavra de Deus é suplicar ao Senhor que desvende nossos olhos, (SI 118.18). Ao ler a Bíblia, precisamos ter os olhos espirituais abertos, para poder compreender a mensagem de Deus para nossa vida.
Ao ler a Palavra, Deus fala conosco, e precisamos pedir ao Senhor, em oração, entendimento para melhor compreender Sua vontade, (SI 119.34), que é boa, agradável e perfeita, (Rm 12.2).
Devemos também orar para amar a Palavra de Deus. O cristão que não ama a Bíblia, certamente não desfruta da paz gloriosa que ela transmite as nossas vidas, (SI 119.165).
Ao estudar a Bíblia com oração, vamos experimentar um gozo inefável, como aquele ou aquela, que acha um grande tesouro, (SI 119.162).
Precisamos ainda orar e pedir inteligência ao Senhor para aprender Sua Palavra, (SI 119.73). Deus diz através do Apóstolo Tiago "Se algum de vós tem falta de sabedoria, peça-a a Deus, (Tg 1.5).
Infelizmente muitos cristãos não tem desfrutado das bênçãos da Palavra de Deus, simplesmente porque a tomam para ler sem estar numa verdadeira atitude de oração diante do Senhor. Sigamos o exemplo de Daniel, que recebeu a palavra em oração, (Dn 9.21-23).

 3. ESTUDE A BÍBLIA COM HUMILDADE

Somente um coração humilde pode compreender a Bíblia. Estudar a Palavra de Deus com humildade é aprender com Jesus, (Mt 11.29).
Muitas pessoas desejam a honra da Palavra de Deus. Gostariam talvez de serem grandes pregadores, ensinadores, entretanto a Bíblia diz que "diante da honra vai a humildade." (Pv 15.33). Humildade para aprender com os ensinos da Bíblia, a ter uma vida transformada na presença do Senhor.
Humildade se faz necessário para nos colocar à disposição do Espírito Santo, para que Ele nos ensine a Palavra de Deus, (Jo 14.26). Infelizmente, muitos cristãos por acharem que já sabem alguma coisa, esquecem-se de se colocar nas mãos do Espírito Santo, perdendo assim a benção de Deus, (Lc 14.11), que nos exalta a seu tempo, (I Pe 5.6). Somente na presença do Espírito Santo iremos conhecer a revelação de Deus, (Ne 9.20).
A humildade no estudo da Bíblia, produz no cristão algo maravilhoso, que capacita-o a pregar ou ensinar com graça. Conforme o Dicionário Brasileiro, graça significa ser atrativo, espirituoso, merecer simpatia, etc. Isso é o que Deus dá aos humildes, (Tg 4.6).
Humildade é acima de tudo, submissão. Para total conhecimento da Bíblia, precisamos nos submeter à vontade de Deus, através da Sua Palavra. Homens que foram submissos a Deus, foram pessoas humildes e de grande valor espiritual. Paulo foi um grande exemplo, (Ef 3.18). Que Deus nos dê humildade.

4. ESTUDE A BÍBLIA METODICAMENTE

Infelizmente muitas cristão ainda hoje tem fracassado no estudo das Escrituras por desconhecerem alguns métodos de estudo da Bíblia. Com isso lêem, mas não conseguem formar uma idéia geral da Palavra de Deus.
Existem hoje vários métodos de Estudos da Bíblia. Procuraremos enfatizar alguns que julgamos necessários. Entretanto há muitos livros escritos sobre este tão importante assunto.
A Bíblia, a Palavra de Deus, é o alimento espiritual do cristão. Portanto deve ser lido diariamente. Procure ler a Bíblia todo dia. Procure descobrir o que você mais gosta. Conhecer a vida dos personagens Bíblicos é usar o Método Biográfica. Estudar a Bíblia por assuntos tais como: Igreja, Vinda de Cristo, Fé, Mordomia, etc., é usar o Método Temático. Escolha seu tema de preferência e vá em frente.

Tipologia é estudar os tipos da Bíblia. Você pode tomar as figuras do Antigo Testamento e compará-las com Cristo no Novo Testamento. Ele é a finalidade de toda a revelação Bíblica.
Outra maneira agradável de se estudar a Bíblia é através das profecias. No Antigo Testamento, o cristão encontrará uma infinidade de profecias acerca de Cristo. Procure o cumprimento no Novo Testamento. Você vai se encher de fé por descobrir o cumprimento fiel da Palavra de Deus, e certamente dirá como disse Josué: "Palavra alguma falhou de todas as boas palavras que o Senhor falara à casa de Israel tudo se cumpriu." (Js 21.45).

CONCLUSÃO

Aprendermos como estudar a Palavra de Deus é algo essencial na vida do cristão. Existem, na verdade, muitas outras maneiras de se estudar a Bíblia. Procure conhecer mais sobre este assunto tão maravilhoso e certamente sua vida espiritual melhorará cada vez mais. Esta é a vontade de Deus, (Pv 4.18)

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A BÍBLIA - SUAS TRADUÇÕES


INTRODUÇÃO


Quando nos propomos conhecer a Palavra de Deus, precisamos ocupar com as línguas originais, as versões iniciais e traduções da Bíblia, É bom destacar que, por tantas perseguições empreendidas à Palavra de Deus, Sua poderosa mão agiu em todo tempo, preservando cada variação de Sua Palavra, para que Ela chegasse às nossas mãos, para felicidade de todos. Nesta lição estaremos vendo o poder de Deus, sustentando Sua Palavra.

1. CONHECENDO AS LÍNGUAS ORIGINAIS

Para que conheçamos as línguas originais em que foram escritas a Palavra de Deus, precisamos saber um pouco da história lingüística da Bíblia. É preciso o aluno saber que o Antigo Testamento foi escrito no idioma hebraico.
O hebraico é um idioma antigo do grupo de línguas semíticas, que eram faladas na Ásia. Segundo se sabe o primitivo alfabeto hebraico é originado do idioma fenício.
Outros trechos do Antigo Testamento entretanto, foram escritos em Aramaico, como algumas passagens Bíblicas no livros de Esdras, Jeremias e profeta Daniel.
Em Gênesis 3l .47, encontramos Labão em sua terra, Caldéía, falando aramaíco, e Jacó, vindo de Canaã, falando em hebraico. No tempo de Cristo o aramaico era usado normalmente pelos judeus e nações vizinhas.
Em saías 19.18, encontramos a língua hebraica sendo chamada de "língua de Canaã", e em saías 36,13, sendo chamada de "língua judaica".
O hebraico, como as demais línguas semíticas, lê-se da direita para a esquerda e seu alfabeto tem 22 letras. Para que o aluno tenha, uma idéia clara, basta observar o Salmo 119 e Lamentações de Jeremias, onde aparecem de forma harmoniosas essas 22 letras. A forma escrita tem passado por modificações ao longo dos anos, dando-nos hoje um idioma mais apurado.
Já o Novo Testamento, foi escrito no idioma grego. O grego faz parte do grupo das línguas arianas.
O grego que se emprega no Novo Testamento, é o popular, falado por todos da época, chamado "Koiné". Foi um dialeto usado a partir da conquistas de Alexandre, em 336 a.C. Esta foi a língua usada por Deus para espalhar a mensagem do evangelho até aos confins da terra (Mc 16.15).
O idioma grego tem 25 letras, a primeira é o alfa, a última o ômega, significando, o primeiro e o último, (veja Apocalipse 22.13, a perfeita identificação de Jesus com a língua falada no Novo Testamento).

2. CONHECENDO OS MANUSCRITOS ORIGINAIS

Todo o texto Bíblico foi preservado e chegou até nós mediante seus manuscritos, que eram rolos, feitos de dois principais materiais da época, papiro ou, pergaminho, escritos a mão. Daí o nome manuscritos, abreviado, MS. Claro que outros materiais foram usados nos tempos antigos para expressar a mensagem de Deus tais como: Pedra, (Ex 24.12); Argila. (Ez 4.1); tábua encerada, (Lc 1.63), e era usada a tinta, (Jr 36.18), feita de carvão em pó misturado a algo como goma arábica (cola).
Todo este material antigo tinha formato; por exemplo, um livro de pergaminho, tinha 65 cm de altura por 25 cm de largura. O rolo de papiro ou pergaminho, era preso a dois cabos de madeira, para se manusear mais facilmente durante a leitura, era enrolado da direita para a esquerda, não tinha um comprimento exato, pois dependia da escrita, mas tinha uma largura em média de 25 a 30 cm. Seria portanto difícil carregar os 66 livros da Bíblia a uma Escola Dominical, se não fosse a imprensa atual.
Dos manuscritos originais, saídos da mão dos escritores, não temos nenhum. Temos ainda hoje algumas cópias dos originais guardadas em museus, como: Códice dos Primeiros e Últimos profetas, no Cairo; Códice do Pentateuco, Museu Britânico e Códice Petropolitanto, contendo os últimos profetas, (biblioteca em Leningrado). Existem espalhados por vários museus e bibliotecas do mundo apenas fragmentos antigos de textos do Antigo Testamento em hebraico.

3. CONHECENDO AS MAIS ANTIGAS BÍBLIAS

Deus, sempre usou a capacidade humana para realizar Sua vontade concernente sua Palavra. Após a criação dos tipos móveis por Gutemberg - 1450 d.C., começou a se imprimir a Bíblia. Iniciando-se pelo Antigo Testamento em hebraico, o primeiro texto foi publicado em 1488, na Itália.
O segundo texto do Antigo Testamento em hebraico foi impresso a partir de 1514 até 1517, distribuído em 1522, com o nome de "A Poliglota". Trazia além do hebraico, o Antigo Testamento em latim e o Novo Testamento em grego, a Septuaginta, esta foi sua primeira impressão. Muitos outros textos foram publicadas para a disseminação da Palavra de Deus.
Para que Antigo e Novo Testamento estivessem prontos deu-se um total de 1142 anos. Em menos de 100 foi escrito o Novo Testamento, e o Antigo foi escrito no espaço de 1046 anos, juntos, deu-se as impressões que acabamos de ver. A Palavra de Deus, agora impressa e distribuída, até hoje segue abençoando vidas e transformando caráteres.

4. CONHECENDO AS TRADUÇÕES DA BÍBLIA

a) Septuaginta: Temos na Septuaginta a primeira tradução completa do Antigo Testamento, a partir do original hebraico. Esta famosa versão, foi encomendada por um monarca egípcio ao sumo sacerdote Eleazar que enviou a Alexandria 72 eruditos, os quais completaram a obra em 72 dias. A partir daí tem-se em mãos algo precioso, que foi usado por Deus para ampla difusão entre as nações. Esta obra foi usada para preparar o mundo de então para a chegada do evangelho, através de Jesus Cristo. Nesta tradução foi dividido o Antigo Testamento em: Lei, História, Poesia e Profecia. Esta versão é usada até hoje na Igreja Grega.
b) A Vulgata: O latim, língua oficial dos romanos, expandiu-se através de suas conquistas, tornando-se necessário uma nova versão das Escrituras. Surge através de Jerônimo, um sábio em assuntos Bíblicos, a Vulgata, obra que foi realizada em 18 anos de trabalhos, num mosteiro de Belém. A Vulgata foi a primeira Bíblia impressa quando se inventou o prelo, editada em 1452, Alemanha. Por 1000 anos foi a Bíblia de quase toda Europa.
c) As versões inglesas surgem da necessidade de tornar a Palavra de Deus conhecida ao povo. A Inglaterra foi abençoada com a Bíblia. Vários trabalhos foram feitos no sentido de traduzir a Bíblia para o inglês.
d) Versão portuguesa: Esta versão em português, surge aos poucos. Várias partes das escrituras foram traduzidas para que abençoassem a povo. Dentre elas a versão mais completa é a de Almeida. Ministro da Igreja Reformada Holandesa, João Ferreira de Almeida, publicou o Novo Testamento, em 1681, ano em que faleceu, A tradução do Antigo Testamento chegou apenas ao livro de Ezequiel. Outros completaram sua obra. Até hoje usamos a Versão Revista e Corrigida de Almeida.

Destacamos a seguir outras versões na língua portuguesa: 
a) Versão de Figueredo, padre, traduziu da Vulgata;
b) tradução brasileira, uma comissão de iminentes obreiros iniciaram os trabalhos em 1904. Foi publicado o Antigo Testamento em 1910 e o Novo Testamento em 1917.
c) Versão de Rhoden, padre brasileiro, iniciou na Alemanha quando estudava, vinda concluir no Brasil. Publicada em 1935, traduziu direto dos originais que havia na época;
d) Matos Soares, padre brasileiro, sua versão da Vulgata foi publicada em 1946, tornando-se a Bíblia popular da Igreja Católica no Brasil.
É importante sabermos que a Bíblia, é o livro mais traduzido em todo o mundo, cumprindo-se aqui a Palavra de Deus (Ap 5.9). 

CONCLUSÃO

Conhecer um pouca da história das traduções,  constitui-se para o cristão numa alegria singular. Saber que temos nas mãos um Livro mundialmente traduzido e conhecido dá-nos a certeza de ser ele um Livro Divino e abençoador daqueles que Nele confiam. 

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domingo, 22 de julho de 2012

Três aspectos da vontade divina


Deus deu ao homem o livre arbítrio – a soma da liberdade de escolher com a responsabilidade pelas decisões consumadas em todo o viver. Na sua permissividade, vê ocorrer acontecimentos, muitas vezes, contrários a sua natureza benigna, entretanto sem surpresas. Contempla em sua longanimidade, a violação da sua vontade moral, facultando ciclos de oportunidades para que o homem se arrependa. Finalmente, soberanamente, cumprirá todos os seus desígnios e propósitos no planejado através dos séculos, no mundo material e espiritual, para com toda a sua Criação, sem usurpar a liberdade, nem atropelar a consciência humana em suas opções e decisões. Deus não é determinista, todavia tem Presciência. Para Deus não existe passado nem futuro, tudo é presente. Glórias a Ele eternamente.
                                                        
Samuel P M Borges  - Julho/2012

Ranking de Reputação entre Universidades


“Colocar Cristo na base é o único alicerce do conhecimento sadio e do aprendizado”
 
Depois de ouvir 17.554 acadêmicos de 137 países, o Times Higher Education (THE) listou as setenta universidades de maior reputação no mundo. Pelo menos sete são de origem protestante (ver quadro). Destas, a Universidade de Harvard ocupa o primeiro lugar e três estão entre as dez melhores. De Harvard saíram 44 prêmios Nobel, sete presidentes americanos (Barack Obama é um deles) e alguns nomes que revolucionaram o mundo da tecnologia (Bill Gates, da Microsoft, e Mark Zuckerberg, que criou o Facebook). Quando foi fundada, em 1636, o propósito original de Harvard era: “Cada estudante deve ser simplesmente instruído e intensamente impelido a considerar corretamente que o propósito principal de sua vida e de seus estudos é conhecer a Deus e a Jesus Cristo, que é a vida eterna” (Jo 17.3). A declaração também afirmava que “colocar Cristo na base é o único alicerce do conhecimento sadio e do aprendizado” (Fides Reformata, ano 14, n. 2, 2009). Hoje essas universidades são, se não abertamente agnósticas, pelo menos bastante secularizadas, a ponto de a origem evangélica pouco representar.
 
Pela primeira vez na história, uma universidade brasileira consegue entrar nesse ranking -- a Universidade de São Paulo.

Pelo menos sete das 70 universidades de maior reputação no mundo são de origem evangélica

Fonte: Revista Ultimato maio-junho 2012.

Universidade
País
Origem evangélica
Ano de fundação
Posição em 2011
Posição em 2012
Harvard
EUA
Calvinista
1636
1
1
Princeton
EUA
Presbiteriana 
1746
2
7
Yale
EUA
Calvinista
1701
9
10
Columbia
EUA
Anglicana
1754
23
15
Pensilvânia
EUA
Anglicana
1765
22
19
Duke
EUA
Metodista
1824
36
33
Melbourne
Austrália 
Anglicana
1853
45
43


segunda-feira, 16 de julho de 2012

Culto solene e homenagens a humanos



Relutei em não escrever sobre o tema, mas sinto-me no dever de fazê-lo. O que é o culto solene? Primeiro, o culto cristão é o ato de prestar adoração reverente a Deus, com decência e ordem nas palavras do apóstolo Paulo. O adjetivo solene quando pesquisamos tem vários significados: Feito com aparato e pompa, majestoso, que infunde respeito, enfático na sua seriedade.  São elementos básicos do culto evangélico: Oração, louvor, ofertório, leitura do texto sagrado, ministração da Palavra de Deus.  Assim acontece, quando não foge aos seus objetivos precípuos e exclusivos.

Não é de hoje que se observa certo antropocentrismo no culto cristão. E notadamente, voltado à liderança. Faço parte do ministério da Igreja, tenho muitos amigos pastores, líderes de Igreja, todavia não comungo do que tenho visto. Abro aqui um parêntese: Quando estudamos o estilo de liderança do próprio Cristo, ele nos mostrou o quanto devemos honrar e respeitar aqueles que vieram antes de nós. Na expressão paulina à Igreja de Tessalônica, devemos ter a nossa liderança em alta estima e consideração. Na carta aos hebreus, devemos obedecê-las, sujeitar-se a elas e imitá-las. Sou consciente do que é uma Autoridade Delegada. É insensatez ir de encontro a ela, porque vai se deparar com quem a delegouEntão, o propósito da postagem não é fazer cavalo de batalha contra a liderança da Igreja. É sim, discutir onde, em qual contexto, em que momento, estamos fazendo homenagens aos humanos.

No Jeovismo não se comemora aniversário, no intuito de evitar honra aos seres humanos e não aumentar o seu egocentrismo. A meu ver, é um exagero. É outro extremo.

Mas, vamos tratar de nossos problemas assembleianos. O que se constata em nosso meio, em pleno culto dedicado ao Senhor pela ADbrasil.

1. Liturgias pesadas, centradas no pastor da Igreja, ao ponto de se referir a ele mais do que ao Senhor Jesus Cristo no percurso do culto: “com autorização do pastor”, “com permissão do pastor”, “conforme recomenda o pastor”, “assim como tem ordenado o pastor”. Cada um que chega a tribuna do templo faz menção do pastor ou àquele que está dirigindo o culto, determinado pelo pastor. E se não fizer assim, deixa de ter oportunidade no culto. E me chamou atenção um Dia das Mães que não se fez nenhuma referência, nem uma oração pública especial por elas! Será que este ato é censurável como secularismo de consumo no culto?

2. Há lugares em que quando o dirigente de congregação entra no templo, deve a congregação levantar-se para recebê-lo de pé. Em outro, o pastor é recebido de pé todas as vezes que vai se dirigir a congregação, pela primeira vez, em cada culto. Vem-me a lembrança do “Assim também vós” de Lucas 17.10, pois me parece ignorado na atualidade.

3. É mais agravante a mistura que se está fazendo com eventos sociais, como por exemplo aniversários de dirigentes, pastores, durante o culto divino e solene. O tempo demandado, a frequência desses eventos, está se tornando indigesto para muitos do rebanho do Senhor. E como Deus está vendo essa questão? Não estaria ferindo a solenidade da adoração, honras e glórias devida somente a Ele no culto prestado exclusivamente a Ele? Entendo também, em nada fere a solenidade do culto ao Senhor, quando se menciona um aniversário, ora-se pelo aniversariante e o culto ao Senhor prossegue. Depois, participamos do social.

4. Eu, pessoalmente, tenho evitado está em culto onde se mistura o social com o espiritual. Reprovo qualquer deificação do homem. Há uma diferença enorme em ter respeito e se deixar levar por respeitos humanos. Vamos comemorar os aniversários de nossos pastores e companheiros, com muita alegria e amor, entretanto fora do ambiente dos cultos solenes e sem culto à personalidade.

5. Precisamos refletir, rever nossas posturas de adorador individual e coletiva, a liturgia rotineira do culto sagrado, pois do jeito que vai daqui há pouco, o Senhor Jesus  estará do lado de fora batendo à porta. Não obstante, não é um coitadinho. Ele é o SENHOR! E se assim o fizer, será por misericórdia. Só não sei até quando.

6. E observem um fato: Na História da religião, todo ato, ordem, obediência exteriorizada, comportamento visivelmente manifestado, como por exemplo os costumes, a tradição criada pelo homem, quando não obedecida, tem servido para punição, controle, domínio do homem sobre o homem. Portanto, prestemos o culto solene com entendimento agradável ao Senhor com confiança reverente. Amém.

Samuel P M Borges - Julho-2012

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