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sábado, 30 de julho de 2011

TRAÇOS DA EDUCAÇÃO SECULAR



1. O homem é produto do acaso, veio do macaco ou outro bicho, ou  animal semelhante.
2. Obediência a autoridade  dos pais é falta de autenticidade.
3. O supremo bem é a felicidade do homem.
4. O sexo é válido mesmo fora dos laços matrimoniais, se houver mútuo consentimento e prazer e forem tomados os cuidados para evitar gravidez indesejada ou possíveis doenças venéreas.
5. O aborto é uma forma legítima de evitar a criança indesejada.
6. A religião é invenção dos homens. Os homens fizeram o seu deus e não foi Deus quem criou o Universo e o homem.
7. A maioria tem razão.
8. O Castigo inibe o desenvolvimento humano.
9. Para uma pessoa ser boa, basta ser criada em um bom ambiente.
10. Finalmente: O homem é medida de todas as coisas.

Deduções da leitura do livro Cutucando - Pr.  Haroldo Reimer

sexta-feira, 29 de julho de 2011

“A MOCIDADE ASSEMBLEIANA EM CRISE”

Por Gutierres Siqueira

Este artigo é fruto de inúmeras conversas informais que tive com jovens e líderes de jovens nos últimos dias. A denominação Assembleia de Deus vive uma crise com a sua juventude. É provável que outras igrejas estejam passando por algo parecido, mas não posso falar por falta de vivência nas demais denominações cristãs.
Faço parte dessa juventude. Hoje tenho 22 anos, mas entrei na “mocidade” da igreja com a idade de 13 anos. Nesses 11 anos de vivência entre jovens percebo uma crise que se aprofundou com o passar do tempo. Os bancos de “mocidade” estão cada vez mais vazios e os jovens cada vez menos ativos e desinteressados. Quero apontar, neste artigo, alguns fatores que acredito colaborarem com essa crise.
Mensagem descontextualizada
Na minha opinião a mensagem descontextualizada é o nosso principal problema. Vejamos alguns exemplos:
a) Os jovens trabalham como estagiários e trainees em empresas multinacionais com novas visões de liderança. Hoje, em inúmeras empresas, os estagiários sentam do lado dos gerentes. Não há mais divisórias que separam os novatos dos veteranos. E quando esses jovens chegam na igreja? Se deparam com uma hierarquia rígida, fria e distante. Os pastores são ausentes e conversam com os jovens somente em “reuniões” para “tratar sobre problemas”. Os chamados “cultos de mocidade” não contam com a colaboração dos obreiros.
b) As empresas (chefes), as famílias (pais) e as escolas (professores) estão cada vez mais próximos e preocupados com o diálogo com os jovens. As revistas voltadas para esses líderes sempre apontam os desafios da Geração Y, ou seja, aqueles que nasceram na década de 1980 e 1990. Há uma preocupação com um ambiente menos sisudo, mais dinâmico e responsável. Já nas igrejas (pastores) ainda reina o formalismo extremo e o liturgismo (inflexível) de cemitério (mesmo em igrejas pentecostais). Diálogo zero! Empatia zero!
c) Os jovens se deparam com desafios enormes diante dos valores pós-modernos. A maioria dos jovens estão, graças a Deus, na universidade, mas são totalmente despreparados para lidar com princípios cristãos no mar do relativismo, do multiculturalismo e do hedonismo reinante nas universidades. Enquanto isso, muitos pastores estão preocupados com os jovens que usam calças, shorts, maquiagens, adornos etc. É impressionante que, diante de desafios tremendos na sociedade contemporânea, o debate nas Assembleias de Deus ainda esteja em volta dos “usos e costumes”.
d) Ensino praticamente zero. Como os jovens vão preparados para a vida se não sabem nem o A B C D do Evangelho? Com tanta mensagem superficial nos púlpitos não é novidade que a juventude também seja vazia. Púlpito ruim, igreja doente. Igreja doente, juventude doente. Lamentável dizer, mais ensino bíblico (de verdade) é objeto raro nas Assembleias de Deus. Sim, temos valorosos ensinadores, mas são uma minoria em uma denominação que se gaba ufanisticamente de ser a maior igreja pentecostal do mundo.
e) Enquanto parte considerável da denominação aposta nos “usos e costumes” tradicionais como processo de santificação, logo a carnalidade somente aumenta. A santificação também é um processo que depende da Graça de Deus, não é um processo meritório. Quem aposta a santificação na tradição está fadado ao fracasso e certamente abraçando o pecado. Muito se prega sobre santificação, mas justamente no foco legalista e ineficaz, já que se despreza o trabalho do Espírito Santo (cf. Rm 8). Esse povo nunca leu Gálatas?
f) Exortações e mais exortações com focos exagerados. É quase trágico quando um “pregador adulto” vai aconselhar os jovens sobre a internet. Sempre o foco é o problema. É claro que se usa a internet de maneira errada, mas e o potencial evangelístico e a transmissão dos valores cristãos pela grande rede? Nunca ouvi uma única mensagem que falasse de tecnologia e apontasse o seu potencial. Os jovens sempre recebem o mandamento negativo (não faça) e quase nunca o mandamento positivo (faça isso).
e) Existe maior exemplo de descontextualização nas Assembleias de Deus do que chamar adolescentes e jovens de “mocidade?"
Fonte: (teologiapentecostal.blogspot.com).

Breve comentário:

1       1. .Realmente, tenho observado pregadores em nosso meio se esforçando para contextualizar a mensagem e mesmo esboçada, e quando o fazem é com certa dificuldade. Não há porque, o evangelho é uma antiga novidade sempre.
    2.   Há lugares da AD que admiro, pois não fazem menção aos nomes de quem vai pregar e cantar em eventos. Precisamos evitar o culto à personalidade, porém devemos ser estratégicos, aproveitando as oportunidades para edificar e instruir a igreja. Ou seja, eventos com temas específicos, merecem uma divulgação inteligente. Hoje tudo é segmentado na sociedade e a igreja não pode ficar na contramão.
A Família clama por socorro. Feliz decisão de algumas  ADs no Brasil em adotar a estratégia do Ministério da Família, EJC, EAC, ECC. Lideranças que criticam deveriam ir para conhecer e reconhecer o seu peso e valor e preparem-se para quebrar paradigmas litúrgicos.
     3.O evangelho deixou de ser aquele de “pé de serra”. Temos pessoas hoje na igreja de todos os segmentos sociais. A liderança precisa acordar para esta realidade e urgentemente preparar, formar lideranças, utilizar-se sabiamente dos talentos de que dispõe. Infelizmente, algumas lideranças da AD trabalham em torno de grupos. Isso não é sabedoria, mas, uma liderança frágil, carregada de medos.
    4. Não podemos dispensar a “Escola de Jesus” como diziam os obreiros veteranos que partiram, assim como também não podemos afirmar que é tudo pelo Espírito, esquivando-se de buscar o preparo e não se dedicam como deveriam. E pior, há quem iniba o crescimento dos outros, afirmando que só vai crescer se ficar amarrados a ele. Quem realmente ensina para formar dá raízes e asas.
    5. A liturgia precisa ser revista. Há muita repetição nos púlpitos, tanto de eventos tradicionais, como de conteúdos. Há mensagens as quais ao invés de espirituais, são espirituosas, pois padecem de uma exegese bíblica sustentável.
     6. A tática de botar a juventude dentro de quatro paredes durante eventos mundanos é ultrapassada. Cabe aos pais e a igreja, prepará-los para vida cristã e secular, acreditando no que ensinam, cobrindo-os com o exemplo, oração e jejum.
     7. Na atualidade, se o Apóstolo Paulo pudesse falar, certamente ele enfatizaria Cristo como fundamento da Igreja, no entanto ficamos adicionando acessórios e os defendemos ferreamente, para realçar a bandeira denominacional. Isto é prejudicial, porque tolhem dos membros uma visão ampla do Reino de Deus.
     8. A ênfase nas exortações, muitas vezes verdadeiros carões, foca o negativo, pouco incentiva. A qualidade da comunhão é uma questão muito séria no meio assembleiano. Templos e congregações quanto maiores, menos qualidade na comunhão. Estamos carregados de preconceitos, a proposta de santidade leva muitos a se tornarem anti-sociais. Na verdade não é evangelho, é uma religiosidade doentia e neurótica que passa de pais para filhos. Agora, quem ensinou? Onde aprenderam? Há um misto de santidade com perfeccionismo.   9. Fora da AD no Brasil tem muita gente boa, verdadeiros vasos de Deus. Todavia, também há uma nuvem de apagão teológico. Já outros dizem que precisa haver uma desintoxicação teológica. São dois extremos. Estamos correndo através de bênçãos quando já temos em Cristo e não as vivenciamos. Que Deus tenha misericórdia de nós.
     10. Finalmente, não finalizando, as mudanças de que nós assembleianos precisamos enfrentar e que reflitam no amadurecimento da igreja em todos os segmentos passa pela estatura espiritual das lideranças e liberdade para servir ao Senhor da Obra. A expansão está mais para inchaço, pois o nível espiritual de maturidade é baixo. Que tenhamos essa humildade para reconhecer. Espero que ninguém culpe a Deus que dá o crescimento. Evidentemente, que há uma variação da realidade assembleiana de lugar para outro na igreja local brasileira. E permitam-me lembrar: As advertências às igrejas da Ásia Menor, foram dirigidas em primeiro plano aos anjos das Igrejas e depois às igrejas. Portanto, positivo ou negativamente, a igreja é um retrato de seu Pastor.


Samuel  P M Borges


Passou a estar com o Senhor o Pr. John Stott


Partiu para glória em 27/07/2011, em Londres, por causas naturais, aos 90 anos de idade,  o pastor, teólogo e escritor John Stott.

John Robert Walmsley Stott,(27-04-1921 // 27-07-2011) foi um líder Anglicano britânico, conhecido com uma das grandes lideranças mundiais evangélicas.
Serviu como Presidente da Igreja All Souls em Londres desde 1950. Estudou na Trinity College Cambrigde, onde se formou em primeiro lugar da classe tanto em francês como em teologia, e é Doutor honorário por varias universidades, na Inglaterra, nos Estados Unidos e no Canadá.
Uma de suas maiores contribuições internacionais são os seus livros. John Stott começou sua carreira como escritor em 1954 e já escreveu mais de 40 títulos e centenas de artigos, além de outras contribuições à literatura cristã.


A sua obra mais importante, Cristianismo Básico, vendeu mais de 2 milhões de cópias e já foi traduzido para mais de 60 línguas. Billy Graham chamou John Stott de "o mais respeitável clérigo no mundo hoje".
Fonte: Wilkipédia

terça-feira, 19 de julho de 2011

Vida e mudanças

"Há um tempo em que é preciso abandonar as roupas usadas que já tem a forma do nosso corpo, e esquecer os nossos caminhos que nos levam sempre aos mesmos lugares. É o tempo da travessia  e, se não ousarmos fazê-la, teremos ficado para sempre à margem de nós mesmos."
                                Fernando Pessoa  - poeta português

Porção Diária

Senhor Deus,  Papai do céu,  dá-me uma  PORÇÃO DIÁRIA de:  
em ti para que a confiança e a esperança sejam inabaláveis;
Sabedoria que reconheça o teu Senhorio e Governo sobre tudo e sobre todos;
Humildade para se corrigir, ser honrado por ti e meus  semelhantes;
Temor e obediência a tua sublime Pessoa, para me santificar e está na tua presença;
Ousadia para não me deter diante do medo,  adversidade e aflições do cotidiano;
Alegria para espantar, combater a tristeza quando ela bater à porta;
Atitudes edificantes para agir de maneira e na direção certa, sendo bênção na tua casa e fora dela;
Diligência para buscar o conhecimento saudável e aplicá-lo ao viver;
Perdão pelo sacrifício de seu Filho Jesus Cristo e que  o passe adiante todos os dias;
Tolerância para com as diferenças e fraquezas do próximo;
Pureza no caráter  para não pagar mal por mal, mas vencer o mal com o bem;
Humor para que não leve a vida tão a sério, ao ponto de torná-la insuportável;
Entusiasmo para viver a vida abundante a qual nos prometeu o Senhor Jesus Cristo;
Segurança em ti para não precisar está se auto-afirmando em torno do ego;
Disciplina  do alto para pautar a vida sob a ótica Divina e não pela “cultura do prazer”;
Equilíbrio para não ser exagerado nas ações, palavras, gestos e sentimentos;
Discernimento espiritual para distinguir o agir do homem, do maligno e o de Deus;
Alerta  para não ser suplantado  pelas coisas terrenas e se esqueçer das eternas;
Unção do Espírito Santo para que como arauto, não levantar a voz sem depender de ti;
Verdade vacinando-me da mentira, da falsidade e hipocrisia, como um estilo de vida;
Benignidade para distribuí-la, sem cobrar retorno do necessitado e servido;
Misericórdia para com nossas fragilidades, pois todos viemos e somos  pó;
Percepção sadia e positiva da vida para que no interior haja luz radiante, deixando para atrás as experiências negativas;
Graça, favor imerecido, para suprir as muitas lacunas da nossa natureza degenerada;
Gratidão para me lembrar do apoio humano, dos muitos benefícios e vitórias recebidas do Senhor;
Amor cristão crido e vivido, como a aureola, princípio áureo da convivência humana;
Assim a ti peço,  Papai do Céu, em nome de Jesus Cristo. Amém!  

Samuel P M Borges
                                                                                   

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Por que tarda o pleno avivamento?



1)Porque fazemos concessões ao pecado em vez de fazermos oposição a ele.
2)Porque há pregadores e evangelista mais preocupados com a fama, com o dinheiro, do que  levar os perdidos ao arrependimento.
3)Porque os pregadores de hoje, em geral, têm receio de falar contra as falsas religiões.(Elias zombou, debochou dos profetas de Baal).
4)Porque o nosso Deus é o Deus de Elias. Mas,  onde estão os "Elias de Deus"???
5)Porque há muito tumulto sem avivamento, ainda que sabemos, pela história da igreja, não podemos ter avivamento sem tumulto.
6)Porque não temos mais intensidade e fervor na oração. Em nossas orações, ainda não resistimos até o sangue. Como disse Lutero: Nem ao menos fizemos suar a alma, orando. Será que ainda não aprendemos que a única força diante da qual Deus se rende é a oração.
7)Porque roubamos a glória que pertence a Deus. Daí  tanta autopromoção nos púlpitos: "minha igreja", "meus livros",' meus projetos"...apreciamos os louvores dos homens. Buscamos nossos próprios interesses. Falamos da graça de Deus de lábios. Esquecemo-nos de que o que conseguimos fazer na "Causa Cristo", foi e é pela graça de Deus.
8)Porque é possível que hoje tenhamos o maior índice de pessoas freqüentando a igreja, ao tempo em que temos também o mais baixo índice de espiritualidade de todos os tempos.
9)Porque vivemos dias de crentes incrédulos. Existe grande diferença entre conhecer a Palavra de Deus e de fato conhecer o Deus da Palavra. Pois não importa quem nós somos, nem o que nós sabemos. O que realmente importa é o que somos diante do inescrutável Deus.
10) Porque a verdade nua e crua é que estamos tão envolvidos com a terra(coisas desta vida), que não temos muita utilidade para o Reino dos Céus.
11)O grande problema de Deus é que mundo pródigo convive com uma igreja pródiga. Primeiro, a igreja terá que se arrepender depois o mundo se quebrantará. Primeiro, a igreja terá que chorar; depois, os altares ficarão cheios de pecadores arrependidos.
12)Porque ainda não entendemos que, Deus pede dos seus servos que façam não o que são capazes, mas sim o que não são capazes, unindo a nossa incapacidade a sua onipotência.

Nota:Baseado no livro:”Por que tarda o pleno avivamento” – Leonardo Ravennil.

" O propósito de Deus quanto ao sucesso espiritual da sua igreja no século presente, pode ser expresso numa única frase: Avivamento até o arrebatamento! "         
      
                  Pr. Raimundo de Oliveira

domingo, 10 de julho de 2011

Pr. João Gomes da Silva

Presidente da Assembléia de Deus no RN, de 1993 a 1998.

Síntese biográfica(1935-1998)

João Gomes da Silva nasceu em Macaíba/RN, em 30 de outubro de 1935. Ainda jovem, abraçou a fé evangélica e passou a residir na cidade de Mossoró/RN, onde se destacou como ativo participante de atividades evangelísticas, de comissão de visitas, coral e banda de música.


No ano de 1957, casou com a Angelita Inácio de Oliveira Silva, com quem veio a ter 12 filhos, sendo o seu primogênito o professor e cantor evangélico Gersony Gomes.
Tornou-se obreiro leigo da Assembléia de Deus, pastoreando o rebanho do Senhor nas cidades de Caraúbas, Patu, Areia Branca e Serra do Mel (todas no RN), além de Petrópolis (RJ).

Em 24 de janeiro de 1967, foi consagrado Ministro do Evangelho, pela Convenção Estadual de Ministros da Assembléia de Deus no RN - CEMADERN, registrado sob o nº 026.


Foi o primeiro pastor da AD, no interior do Estado, a concluir um curso universitário (Pedagogia, com habilitação em Administração Escolar, em 1979). Fez, ainda, faculdade teológica, em Recife/PE, em uma época marcada pelo preconceito para com os obreiros que se interessavam pelo ensino teológico regular.
Em 15 de abril de 1981 assumiu o pastorado da AD em Mossoró (segunda maior igreja evangélica do Estado), de onde saiu para assumir o pastorado da AD em Natal, com jurisdição em todo o Estado, e a presidência da CEMADERN.

O MINISTÉRIO EM NATAL Foram 5 anos e 3 meses de Ministério Regional, iniciados na data de 23 de maio de 1993 e encerrado, de forma trágica, na noite do sábado, 22 de agosto de 1998.
Pr. João Gomes, por ocasião do Culto de sua Posse na IEADERN, tendo ao seu lado o Pr. Gilson Oliveira - mantenedor deste Site.
Ao assumir a Presidência da IEADERN, o Pr. João Gomes anteviu 3 grandes desafios:
1º) reestruturar e reorganizar a Igreja, na Capital, de forma a otimizar o uso do potencial humano que nela havia;
2º) desenvolver mais a evangelização no Estado e a missão transcultural;
3º) e promover uma maior integração entre a Capital e o Interior (parte dessas metas foram alcançadas e outras partes estavam em fase de consolidação, quando de sua partida).
Sob sua liderança, a AD em Natal teve crescimento anual superior à média nacional das AD's. Em 1996, a Igreja expandiu seu número de congregações em 17%, através da conclusão de novos templos; e elevou o seu número de membros em mais de 15%. Nos cinco anos e três meses, fez crescer o número de congregações na Capital, que passou de 57 para 130.

Uma nova organização eclesiástica foi implantada em Natal, dentro de uma visão mais moderna de gerência de igrejas. Em alguns aspectos, a igreja conheceu a modernidade, começando a utilizar os recursos da informática e da comunicação virtual.


As atividades de senhoras recebeu grande estímulo, organizando-se em departamentos no Templo Central e nos Setores.
Na missão transcultural, abriu novas frentes em Portugal e Venezuela; além de manter as que já detinha em outros três países: Equador, Guiana Francesa e Paraguai. Ademais, novos missionários estão em fase de preparação e seleção para outros países, nos três continentes.
A atualização e a capacitação de obreiros foi estimulada, nesse período, através da oferta de cursos regulares de teologia e formação de obreiros. Outros cursos também foram ofertados ao obreiros e funcionários da Igreja, na área do conhecimento secular.

Porém, foi a aquisição da Rádio Nordeste Evangélica que marcou sua passagem por Natal. Hoje, essa emissora é um marco na evangelização local e regional, sendo ouvida em quase toda a região nordeste e em alguns países do Exterior.


Em 22 de maio de 1997, por iniciativa do Verador Pr. Antônio Jácome, recebeu o Título Honorífico de Cidadão Natalense, na Câmara Municipal do Natal.
Quando do seu falecimento, o Pr. João Gomes era membro do Conselho Fiscal da Casa Publicadora das AD's no Brasil.

UM TOQUE DE ESPIRITUALIDADE E UMA HERANÇA São vários os depoimentos de auxiliares mais próximos que dizem ter ouvido do Pr. João Gomes alusões ao seu breve chamamento à eternidade. Sempre disse que teria um curto ministério, inclusive fazendo referências ao número de anos que permaneceria na presidência da Igreja. O seu primogênito, Gersony Gomes, declarou tê-lo ouvido afirmar: "o que passar de 5 anos é lucro!".

Nos últimos meses, vinha repetindo, em vários lugares, que estava próximo de encerrar seu ministério, afirmação hoje considerada profética.

Deixou em saudades incontidas a única mulher de sua vida, a Irmã Angelita Inácio de Oliveira Silva, e sua prole de 11 filhos; deixou, também, um legado de bondade e um exemplo de dedicação à causa maior do Evangelho, da qual fez profissão de fé e objetivo de vida.

Fonte: Icapodi.blogspot.com

Pr. João Batista da Silva

Presidente da Assembléia de Deus no RN, de 1960 a 1993.


                     Síntese biográfica(1905-1999)


João Batista da Silva nasceu na Cidade do Natal, em 24 de maio de 1905. Originário de uma família pobre, logo cedo se iniciou no trabalho, vindo a ocupar funções administrativas na antiga Prefeitura Municipal do Natal. Sua família, tradicionalmente católica romana, deseja que se tornasse padre. Entretanto, o ano de 1926 traria profundas mudanças para sua vida: em fevereiro, converteu-se ao evangelho; em março, foi batizado no Espírito Santo; e, em maio, desceu às águas batismais, sob as mãos do Pr. Bruno Skolimowysk.

No ano seguinte, foi separado para servir como diácono, na Igreja de Natal. Iniciava, muito jovem, a brilhante carreira ministerial, à qual dedicou toda a sua vida.Em 28 de novembro de 1927, casou-se com Maria Anita Torres da Silva, com quem teve 16 filhos (dos quais, criaram-se 11: Josibias, Judite, Elizabeth, Hulda, Elza, Omar, Jerusa, Edite, Ione, João e Melquisedeque).Em dezembro de 1931 foi consagrado a presbítero; e, em 18 de fevereiro, a pastor. Designado para a AD em Ceará-Mirim, no interior do Estado, permaneceu pastoreando aquela igreja por cinco anos. Em 2 de fevereiro de 1939, deixou o RN para assumir o pastorado da AD em João Pessoa/PB e a Presidência da Convenção Estadual de Ministros da Paraiba, onde permaneceu por quase 11 anos.

Em 31 de janeiro de 1950, foi presidir a AD em Salvador, com jurisdição em todo o Estado da Bahia. Sua gestão foi marcada pela pacificação de ânimos e solução dos graves conflitos que afligiam aquela igreja.
Com o falecimento do Pr. Eugênio Martins Pires -fato ocorrido em 1959 - foi convidado pelo Missionário Eurico Bergstén (interino) para assumir o pastorado da AD em Natal e a Presidência da Convenção Estadual de Ministros da AD no RN.

O MINISTÉRIO EM NATAL  teve início em 10 de janeiro de 1960 e estendeu-se por 33 anos e 4 meses, até a noite de 23 de maio de 1993, quando jubilou-se, com toda dignidade.
No período interconvencional de 1973-75, foi Presidente de Honra da CGADB - Convenção Geral das Assembléias de Deus no Brasil.
Teve participação decisiva na criação das Escolas Teológicas das Assembléias de Deus no Nordeste, posteriormente transformada em ESTEADEB.

Em seu pastorado foram criados órgãos como: Escola de Ensino de 1º Grau, Centro Integrado de Assistência Social (CIAD), entidade mantenedora de 2 creches e um lar para idosos, todos atualmente em atividades; expandiu o número de congregações, na Capital, de cerca de 6 para 57; enviando os primeiros missionários da IEADERN (Edson Alves da Silva, a Madagascar/África) e outros para Equador, Guatemala, Guiana Francesa e Paraguai. Entretanto, a maior contribuição que ao Estado foi a evangelização do Interior. Ao concluir seu pastorado, havia trabalho evangelístico em todos os 153 municípios do RN, apesar de alguns poucos não terem obreiro residente.


A morte de sua amada esposa, ocorrida em 14 de dezembro de 1989, abalou profundamente o Pr. João Batista. Este fato, acrescido de outros problemas de ordem familiar, determinou um lento e gradativo processo de recolhimento, que culminou com a sua disposição em transferir o cargo.


Como último ato, escolheu pessoalmente o seu sucessor, transferiu o pastorado e recolheu-se definitivamente ao lar, jamais opinando sobre os destinos da Igreja.

No final da tarde do dia 31 de maio de 1999 - aos 94 anos de idade - foi chamado para a Glória Eterna. Seu corpo foi velado no Templo Central da IEADERN e sepultado com honras no Cemitério Parque "Morada da Paz", no dia 1º de junho de 1999.


Fonte: Icapodi.blogspot.com



Pr. Paulo Leiva Macalão

1903-1982

Nasceu na cidade de Livramento, RS, a 17 de setembro de 1903. Filho do general João Maria Macalão e de D. Joaquina Jorgina Leivas Macalão. Recebeu sua educação inicial no Colégio Batista, no então Distrito Federal, e completou seu curso colegial no Colégio D. Pedro II.
Era desejo de sua família que seguisse a carreira militar, e ele concordava, pois estava resolvido a entrar mesmo no Colégio Militar de Realengo, para seguir a carreira de seu pai. O curso de sua ida, no entanto, estava sendo orientado por Deus, Converteu-se em 5 de abril de 1924, sendo batizado a 3 de novembro do mesmo ano. Por essa razão, deixou de lado a carreira militar e dedicou-se à tarefa de expressar o seu amor à causa evangélica, seguindo o glorioso ideal de ganhar almas para o reino de Deus.
Não foi fácil para o jovem Paulo seguir os passos iniciais de sua nova carreira, porque encontrou os primeiros obstáculos entre os seus. Sua família, sentindo que este era o seu destino e que esta era a vontade de Deus, cedeu diante da fé inabalável do jovem crente. Paulo Macalão começou sua campanha de evangelização nos subúrbios da zona rural, passando por Realengo, Bangu, Campo Grande, Santa Cruz, Marechal Hermes, bem como nos arredores do Estado do Rio de Janeiro, como Petrópolis e Niterói.
Os resultados não demoraram a chegar: um número de congregações foi estabelecido com o fim de salvar aqueles que estavam sem esperança, jazendo na incredulidade, levando-os à segurança da fé. A 17 de agosto de 1930, o missionário Gunnar Vingren, que era o pastor da igreja no Rio de Janeiro, aproveitando a visita ao nosso país do missionário Lewi Pethrus, da Suécia, consagrou Paulo Leivas Macalão ao ministério da Palavra de Deus.
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Bangu foi a localidade escolhida para seu trabalho evangelístico e para a construção do primeiro templo das Assembléias de Deus no Distrito Federal. Esta igreja ficava na rua Ribeiro de Andrade, 65, onde a 17 de janeiro de 1934, casou-se com Zéliz Brito, nascendo-lhe o único filho, Paulo Brito Leivas Macalão, hoje pastor em Caldas Novas, GO. Mas tarde o trabalho foi transferido para Madureira, bairro em que se estabeleceu a sede da igreja. De lá, espalhou-se para outros Estados, como Minas Gerais, Paraná, Goiás, Mato Grosso, São Paulo, Espírito Santo e, também, Brasília, quando do início da nova Capital Federal.
Por muitos anos, o pastor Macalão foi conselheiro da Sociedade Bíblica do Brasil, e Conselheiro Vitalício da CPAD. Foi presidente do Instituto Bíblico Ebenézer; da Convenção Nacional dos Obreiros de Madureira, e do Conselho Fiscal da Ordem dos Ministros Evangélicos do Brasil.
Ainda por longo tempo, foi membro do Comitê Internacional que planeja as Conferências Mundiais Pentecostais, em Dallas, Texas, representando o Brasil, quando teve ocasião de fazer vibrante pregação.
Visitou igrejas na Inglaterra e na Suécia, inclusive a Igreja Filadélfia em Estocolmo. Em Springfield, Missouri, quando da sua visita oficial à Sede Central das Assembléias de Deus na América do Norte, foi ali diplomado.
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Recebeu também o título de cidadão do antigo Estado da Guanabara. Corrigiu e ampliou a Harpa Cristã em sua última edição, antes de falecer. Passou a estar com o Senhor no dia 26 de agosto de 1982, aos 79 anos de idade.
FONTE: História das Assembléias de Deus no Brasil, CPAD, 2ª edição
Postado por PASTOR SAMUEL LIMA em 7 novembro 2009 às 13:10




sábado, 9 de julho de 2011

Estamos de olho!!!

PLC 122 oficialmente acabou: Marta Suplicy decide encerrar projeto após reunião com bancada evangélica.



Publicado por Renato Cavallera (perfil no G+ Social) em 4 de julho de 2011

O senador Magno Malta(PR-ES) e a senadora Marta Suplicy (PT-SP) se reuniram em um almoço no gabinete do senador evangélico e decidiram “enterrar” o Projeto de Lei 122 que criminalizava todo opinião contrária ao homossexualismo.
O projeto foi elaborado pela ex-senadora Iara Bernandi em 2006 e chegou a ser arquivado pelo Senado Federal, mas no começo de 2011 foi desarquivado pela senadora do PT que passou a ser a relatora do processo.
O PL 122 foi severamente criticado por parlamentares e principalmente pelas frentes evangélicas, católicas e da família que armaram uma verdadeira guerra para que o PL, interpretado por eles como inconstitucional, não fosse aprovado.
” O projeto que criminaliza a homofobia, da ex-senadora Iara Bernardi, é eivado de inconstitucionalidade e vai contra a família. A Própria relatora percebeu a insatisfação da maioria em virtude do contexto da PL 122, que só contempla um segmento e o preconceito é enraizado no Brasil e criminosamente atinge todas as classes sociais e segmentos da comunidade”, explicou Magno Malta
Participaram também da reunião o senador Walter Pinheiro (PT/BA), deputada federal Benedita da Silva (PT/RJ), deputado federal Lauriete Almeida (PSC/ES) e o deputado Gilmar Machado (PT/MG).
Aos parlamentares presentes nesse almoço, o senador evangélico lembrou que outros grupos da sociedade também sofrem preconceito. “Pobres, deficientes, povos de várias raças, nômades, religiosos e idosos sofrem preconceito. É importante conscientizar a sociedade e criar leis para acabar com todo o tipo de preconceito no Brasil.”
Marta Suplicy fala sobre aprovar esse projeto com outro nome
O discurso da senadora Marta Suplicy na Parada do Orgulho Gay, que aconteceu dia 26 de junho na cidade de São Paulo, foi de que o PL 122 só pode ser aprovado com outro nome, uma vez que os religiosos demonizaram o projeto.
“Estou tentando fazer um acerto para que não tenhamos tantos opositores ao projeto, mesmo que isso acarrete em algumas mudanças que não são boas. Estamos pensando em como fazer passar o conteúdo do PL 122, sem o número 122,” disse a senadora do PT na ocasião.
Fonte: Gospelprime e http://noticias.gospelmais.com.br/

APOSTASIA É ISSO. É DIFERENTE DE FRIEZA NA FÉ.

Pastoras lésbicas querem fazer evangelização

Três semanas depois de inaugurar uma igreja inclusiva e voltada para acolher homossexuais no Centro de São Paulo, o casal de pastoras Lanna Holder e Rosania Rocha pretende participar da Parada Gay de São Paulo, em 26 de junho, para "evangelizar" os participantes. Estudantes de assuntos ligados à teologia e a questões sexuais, as mulheres encaram a Parada Gay como um movimento que deixou de lado o propósito de sua origem: o de lutar pelos direitos dos homossexuais.
"A história da Parada Gay é muito bonita, mas perdeu seu motivo original", diz Lanna Holder. Para a pastora, há no movimento promiscuidade e uso excessivo de drogas. "A maior concepção dos homossexuais que estão fora da igreja é que, se Deus não me aceita, já estou no inferno e vou acabar com minha vida. Então ele cheira, se prostitui, se droga porque já se sente perdido. A gente quer mostrar o contrário, que eles têm algo maravilhoso para fazer da vida deles. Ser gay não é ser promíscuo."
As duas pastoras vão se juntar a fiéis da igreja e a integrantes de outras instituições religiosas para conversar com os participantes da parada e falar sobre a união da religião e da homossexualidade. Mas Lanna diz que a evangelização só deve ocorrer no início do evento. "Durante [a parada] e no final, por causa das bebidas e drogas, as pessoas não têm condição de serem evangelizadas, então temos o intuito de evangelizar no início para que essas pessoas sejam alcançadas", diz.
Leandro Rodrigues, de 24 anos, um dos organizadores da Parada Gay, diz que o evento "jamais perdeu o viés político ao longo dos anos". "O fato de reunir 3 milhões de pessoas já é um ato político por si só. A parada nunca deixou de ser um ato de reivindicação pelos direitos humanos. As conquistas dos últimos anos mostram isso."
Segundo ele, existem, de fato, alguns excessos. "Mas não é maioria que exagera nas drogas, bebidas. Isso quem faz é uma minoria, assim como acontece em outros grandes eventos. A parada é aberta, e a gente não coíbe nenhuma manifestação individual. Por isso, essas pastoras também não sofrerão nenhum tipo de reação contrária. A única coisa é que o discurso tem que ser respeitoso."
Negação e aceitação da sexualidade

As duas mulheres, juntas há quase 9 anos, chegaram a participar de sessões de descarrego e de regressão por causa das inclinações sexuais de ambas. "Tudo que a igreja evangélica poderia fazer para mudar a minha orientação sexual foi feito", afirma Lanna. "E nós tentamos mudar de verdade, mergulhamos na ideia", diz Rosania. As duas eram casadas na época em que se envolveram pela primeira vez.
"Sempre que se fala em homossexualidade na religião, fala-se de inferno. Ou seja, você tem duas opções: ou deixa de ser gay ou deixa de ser gay, porque senão você vai para o inferno. E ninguém quer ir para lá", diz Lanna.
A pastora afirma que assumir a homossexualidade foi uma descoberta gradual. "Conforme fomos passando por essas curas das quais não víamos resultado, das quais esperávamos e ansiávamos por um resultado, percebemos que isso não é opção, é definitivamente uma orientação. Está intrínseco em nós, faz parte da nossa natureza."
Igreja Cidade de Refúgio
Segundo as duas mulheres, após a aceitação, surgiu a ideia de fundar uma igreja inclusiva, que aceita as pessoas com histórias semelhantes as delas. "Nosso objetivo é o de acolher aqueles que durante tanto tempo sofreram preconceito, foram excluídos e colocados à margem da sociedade, sejam homossexuais, transexuais, simpatizantes", diz Lanna.
Assim, a Comunidade Cidade de Refúgio foi inaugurada no dia 3 de junho na Avenida São João, no Centro de São Paulo. Segundo as pastoras, em menos de 2 semanas o número aumentou de 20 fiéis para quase 50. Mas o casal ressalta que o local não é exclusivo para homossexuais. "Nós recebemos fiéis heterossexuais também, inclusive famílias", diz Rosania.
Apesar do aumento de fiéis, as duas não deixaram de destacar as retaliações que têm recebido de outras igrejas através de e-mails, telefonemas e programas de rádio e televisão. "A gente não se espanta, pois desde quando eu e a pastora Rosania tivemos o nosso envolvimento inicial, em vez de essa estrutura chamada igreja nos ajudar, foi onde fomos mais apontadas e julgadas. Mas não estamos preocupadas, não. Viemos preparadas para isso", afirma Lanna.
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Cristianismo, secularismo e cidadania

A realidade do século 21 é que a democracia não é um valor ou uma prática universal, e a liberdade religiosa é uma exceção nos Estados teocráticos, confessionais ou ateus.
As restrições, discriminações, violências e migrações forçadas atingem milhões de cristãos sob a dominação do islamismo, do budismo, do bramanismo ou do comunismo. O Ocidente silencia diante das violações aos direitos humanos. Os interesses políticos e econômicos falam mais alto. A única ação política possível para os cristãos é a luta pela sobrevivência. O sonho de uma era de liberdade após a queda do Muro de Berlim ficou distante. O fato novo -- e inesperado -- tem sido o surgimento de uma nova onda de intolerância, discriminação e perseguição religiosa contra as expressões do monoteísmo de revelação (particularmente o cristianismo) no Ocidente pós-cristão, no mundo dito civilizado, no qual o cristianismo foi uma inegável variável histórica e cultural. Na Europa, o secularismo avançou rapidamente, como desdobramento do iluminismo e do racionalismo, e do vazio existencial trazido pelo liberalismo teológico, enquanto imigrantes não-cristãos e sem tradição democrática ocupavam o lugar dos nacionais que não nascem. Estados Unidos, Canadá, Austrália e Nova Zelândia vão abjurando do seu passado cristão.

O multiculturalismo, o politicamente correto, a cultura da morte (aborto, não-procriação, homossexualismo, eutanásia), a agenda GLSTB lastreiam uma pós-modernidade que, negadora de qualquer verdade, afirma o individualismo, o subjetivismo e o relativismo. O único absoluto é o relativo, na licitude da “diversidade” ilimitada. Sob a falsa retórica da defesa de um desejável laicismo, minorias organizadas no aparelho do Estado, na academia e na mídia -- de fato partidária e leninista -- promovem essa ideologia nos aparelhos ideológicos (imprensa, entretenimento, educação) e coercitivos (legislação, judiciário, polícia). No Reino Unido, alguém recentemente afirmou: “Trocamos uma cultura religiosa de tolerância por uma cultura não-religiosa de intolerância”. Essa ideologia impõe o Estado contra a nação, e a lei contra a cultura. 

O argumento religioso é desqualificado -- vedada sua expressão no espaço público ou sua influência na formulação das políticas públicas -- empurrado “sob varas” para a irrelevância social das subjetividades ou para o espaço privado dos lares e dos templos. Afirmar os valores cristãos vai se tornando um ato de delinquência, e, dos direitos civis dos homossexuais, se passa para a obrigatoriedade da sua normalidade. Em uma globalização assimétrica e unilateral, com um centro e várias periferias, a intolerante ideologia do secularismo chega até nós, e já é uma realidade no Brasil, com militantes em todos os partidos e esferas do poder. 

A existência de uma expressiva população católico-romana e o crescimento de uma população protestante (ambas com convicções e líderes articulados) se manifestou nas reações necessárias -- embora muitas vezes desordenadas, incoerentes ou interesseiras -- nas últimas eleições presidenciais, no conflito com o secularismo que distorce o laicismo e tenta, mais uma vez, colocar o Estado contra a nação. O desafio está diante de nós, cada vez mais ameaçador, e de desdobramentos imprevisíveis. Enquanto isso, uma parcela do protestantismo, em guetos, ainda cultiva o isolacionismo, a alienação política e a irresponsabilidade cívica, a ascese individual e a busca do além-mundo.

Uma parcela crescente busca o poder e a prosperidade já nesse mundo. Grupos que, por muito tempo, cultivaram a alienação, chegaram à esfera pública sem reflexão bíblico-teológica ou conhecimento dos fatos e pensamentos sociais da igreja, pois o moralismo-legalismo substituiu a ética social, e a concepção de pecados sociais e estruturais. Com uma visão corporativista e clientelista, participam do mundano realismo (“é dando que se recebe”), com episódios escandalosos. Há quem salte de Davi à Dilma, presos aos paradigmas do antigo Israel, não escondendo uma tentação teocrática, “como cabeça e não como calda” (um rei ou um aiatolá evangélico...), carentes de humildade e de contribuições das ciências humanas. Históricos e pentecostais sérios, porém atingidos pelo pessimismo anabatista ou pré-milenista/pré-tribulacionista, ou pelo comodismo-consumismo, se esqueceram da visão de participação construtiva de uma cidadania responsável e promotora dos valores do reino de Deus, dos missionários pioneiros e de gerações de protestantes brasileiros; ou da visão de uma missão integral no mundo, onde, dentro das regras democráticas, devemos defender nossos lícitos interesses, e travar lícitos embates políticos pela preservação dos valores da nossa cultura, dos direitos naturais e do bem comum, tendo as instituições eclesiásticas, os indivíduos e os movimentos de inspiração cristã papéis diferenciados e complementares. O divisionismo e a desorganização dos evangélicos, contudo, apenas agravam o problema; mas, sob a Providência, uma nova realidade poderá surgir, para a relevância da igreja e o bem do país.

 Dom Robinson Cavalcanti é bispo anglicano da Diocese do Recife e autor de, entre outros, Cristianismo e Política -- teoria bíblica e prática histórica, A Igreja, o País e o Mundo -- desafios a uma fé engajada e “Anglicanismo -- identidade, relevância, desafios”
Fonte: Revista Ultimato maio/junho 2011

O que não mata, nos faz fortes. As feridas, Deus as cura.

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Não quero invejar nem os de dentro nem os de fora!



A partir de hoje, com a ajuda de Deus, vou enfrentar a inveja. Não vou mais mentir dizendo para mim que não sou invejoso. Confessarei o pecado da inveja e me porei contra ela, suficientemente convencido de que é uma doença capaz de me destruir e tão grave “como câncer” (Pv 14.30, NTLH).

A inveja não é algo de pequena monta. Ela está sempre ao lado de outras coisas terríveis (as tais obras da carne de que fala Gálatas 5.19-21). A inveja não é passiva; não cruza os braços; não fica parada em momento algum. Ela é ativa, dinâmica e incontrolável. Se não for barrada na nascente, leva o invejoso automaticamente ao crime. Não foi a inveja de Caim que provocou o primeiro assassinato da história (Gn 4.8)? O livro de Gênesis conta que “Isaque tinha tantas ovelhas e cabras, tanto gado e tantos empregados, que os filisteus acabaram ficando com inveja dele”. A inveja dos vizinhos levou-os a entupir todos os poços dos quais o patriarca se servia para matar a sede do gado e regar a lavoura (Gn 26.14-15). Foi por inveja que os irmãos de José o venderam para ser escravo no Egito (At 7.9).

A inveja no âmbito religioso é um problema sério na história passada e presente da igreja cristã. Porque Deus aceitou com agrado a oferta de Abel e não a de Caim, este “ficou furioso e fechou a cara”. E acabou matando o irmão (Gn 4.5, NTLH). Jesus foi entregue a Pilatos para ser condenado à morte por causa da inveja incontrolada dos chefes dos sacerdotes, como facilmente enxergou Pilatos (Mc 15.10).

Poucas semanas depois, os saduceus ficaram com tanta inveja do sucesso dos apóstolos que os mandaram prender (At 5.17-18). Tanto em Antioquia como em Tessalônica, Paulo sofreu horrores por causa da inveja dos judeus (At 13.45; 17.5). Havia sérios problemas de inveja na igreja de Corinto, além de “brigas, manifestações de ira, divisões, calúnias, intrigas, arrogância e desordens” (2Co 12.20). Na igreja primitiva, Paulo foi obrigado a admitir que alguns pregavam Cristo “por inveja e discórdia” (Fp 1.15). Pedro também percebeu que Simão, o mago do Samaria, batizado por Filipe, queria o batismo do Espírito Santo porque estava “cheio de inveja, uma inveja amarga como fel” (At 8.23). Diante dessas realidades, o que preciso fazer é mortificar a inveja no meu coração, onde ela mora -- antes que ela saia de lá e cometa seus desatinos.

Estou ciente de que posso invejar também os que estão do lado de fora da igreja. Dou graças a Deus pelo conselho, possivelmente de Davi: “Não se aborreça por causa dos maus, nem tenha inveja dos que praticam o mal. Pois eles vão desaparecer logo como a erva, que seca” (Sl 37.1-2, NTLH). Já tive inveja da prosperidade dos não-crentes (Sl 73.3), mas me curei quando Deus me mostrou a transitoriedade do sucesso deles e o seu destino final (Sl 73.16-19). Já decorei a insistente palavra do sábio dos sábios, que me diz: “Não inveje os pecadores em seu coração” (Pv 3.31; 23.17; 24.1). Os Provérbios de Salomão me garantem também que “os pecadores não têm futuro; [pois] são como uma luz que está se apagando” (Pv 24.20).

Estou tomando uma grande decisão: a de sufocar a inveja. Mas não a tomo sozinho. Tomo-a na certeza do auxílio de cima! Que o Senhor me socorra!

Fonte: Revista ultimato

QUINTO DOS INFERNOS

O porquê do Quinto dos infernos:



Durante o século 18, o Brasil Colônia pagava um alto tributo para seu  colonizador, Portugal. 
Esse tributo incidia sobre tudo o que fosse produzido em nosso País e correspondia a 20% (ou seja, 1/5) da  produção. Essa taxação altíssima e absurda era chamada de "O Quinto". 
Esse imposto recaía principalmente sobre a nossa produção de ouro.

O "Quinto" era tão odiado pelos brasileiros que, quando se referiam a ele, diziam ... 
"O  Quinto dos Infernos". 
E isso virou sinônimo de tudo que é ruim.


A Coroa Portuguesa quis, em determinado momento, cobrar os "quintos  atrasados" de uma única vez, no episódio conhecido como "Derrama". 
Isso revoltou a população, gerando o incidente chamado de "Inconfidência Mineira", que teve seu ponto culminante 


na prisão e  julgamento de Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes.

De acordo com o Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário IBPT,  a carga tributária brasileira deverá chegar ao final deste ano de 2010 a 38 % ou praticamente2/5 (dois quintos) de nossa produção.

Ou seja, a carga tributária que nos aflige é praticamente o dobro daquela exigida por Portugal à época da Inconfidência Mineira, o que  significa que pagamos hoje literalmente "dois quintos dos infernos" de impostos...

Para que? 
Para sustentar a corrupção?? os mensaleiros?? o Senado com  sua legião de "diretores", a festa das passagens, o bacanal  (literalmente) com o dinheiro público, as comissões e jetons, a farra  fa miliar nos 3 poderes (Executivo, Legislativo e Judiciário).


Nosso dinheiro é confiscado no dobro do valor do "quinto dos infernos"  para sustentar essa corja, que nos custa (já feitas as atualizações) o  dobro do que custava toda a Corte Portuguesa.

E pensar que Tiradentes foi enforcado porque se insurgiu contra a  metade dos impostos que pagamos atualmente!
(E parece que vem de novo a CPMF!!!!)
Vamos ficar aqui calados aceitando isso sem nada fazer ?

Não seria interessante pensar em ação de massas  pro-redução dos custos políticos nacionais???Ou um remédio jurídico apropriado?

Samuel Borges

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